Quem acompanhou a campanha do CSA na temporada de 2010, deve ter se surpreendido, tendo em vista a forma que o time iniciaria o ano, sem estrutura, e conseguindo grandes resultados.
Ao fim da temporada, o azulão do Mutange conseguiu o seu principal objetivo, que seria a conquista da segunda divisão do alagoano e, consequentemente, retornar a elite do futebol estadual. Além disso, as campanhas destacadas na série D do brasileiro, e na Copa do Nordeste, deixaram o ano azulino com saldo positivo.
Ações de marketing, salários em dia, tudo isso levou a torcida a crer, que o CSA estaria estabilizado financeiramente, pelo menos em termos de disputa do alagoano da próxima temporada. Mas, a realidade parece ser outra. O time marujo vem perdendo a quebra de braço para times de menor expressão e estrutura financeira, na hora de contratar. Exemplo disso foi o interesse que o clube tinha no lateral esquerdo Peri, que acabou indo para o CSE.
O presidente Jorge VI afirmou que o projeto de deixar o clube ainda maior continua, mas o diretor de futebol, Cícero Eugênio, afirmou que a situação não é tão boa, e colocou o cargo a disposição, caso alguém com mais poderio financeiro se apresentasse.
Além de estarmos enganados pela aparente “tranqüilidade” financeira, existe um desencontro entre as partes dentro do clube. O que a torcida espera, é não acordar de um sonho, para entrar em outro pesadelo. O CSA é grande, e tem tudo para se manter nessa posição, basta trabalho e muita atenção. Essa diretoria mostrou que sabe trabalhar, mas não pode relaxar no pensamento de que é exemplo, e deixar a coisa correr solta!
Vale a pena ficar de olho!
