Falta apenas um jogo para a temporada 2010 do futebol alagoano acabar. O ASA enfrenta o Duque de Caxias em um duelo sem pretensões. A partir do sábado, os clubes profissionais de Alagoas só irão pensar em se preparar para o ano que vem.
ASA
Como já é de conhecimento de todos, o ASA sentiu na pele o que é disputar a série B. Foi um misto de sentimentos que moveram o time de Arapiraca e a sua torcida, e que no fim foi recompensado. O objetivo de se manter na competição nacional foi cumprido, com rodadas de antecedência. Agora, o alvinegro se planeja para 2011, bem diferente do fim deste ano. Notícias do desmanche do time já começaram a surgir, o que é bem normal. O ASA se firmou como principal clube do Estado, onde atraiu grande receita.
Mas, um detalhe não pode ser esquecido. O ASA é um time de Alagoas, Estado que de certa forma tem um grande movimento esportivo, mas ainda carece de investimentos adequados. Sendo assim, é sempre difícil brigar com times do sul do país pela contratação e manutenção de jogadores. Atletas como Luiz Mário e Ciel, destaques na segundona, são nomes quase certos fora do time. Além disso, tem a eterna dúvida sobre a permanência de Vica no comando técnico, uma vez, que vem sendo sondado por grandes times. Mesmo assim, a estrutura e o projeto do ASA colocam o time na rota dos grandes em um futuro próximo.
CSA
A temporada pode não ter sido “perfeita”, mas o CSA pode sim comemorar esse ano de 2010. Para um time que disputaria apenas a “malfadada” segunda divisão do alagoano, o time do Mutange conseguiu se reinventar, com as disputas da Copa do Nordeste e da série D do brasileiro. Uma base formada dentro de campo, grandes ações de marketing fora, fizeram com que o time e a torcida do CSA pudesse sonhar com um futuro promissor, não muito longe.
O trabalho de Jorge VI é elogiável, mas não é perfeito. A diretoria quase que “inexperiente” teve alguns problemas de percurso, mas também se viu livre dos vícios da administração esportiva em Alagoas. Alguns membros dessa direção não devem continuar, e o presidente precisa analisar bem quando for substituílos. Outro ponto que deve gerar muitas conversas é a manutenção do técnico Lino. O Treinador recebeu o cargo com toda a confiança da diretoria, mas talvez a quantidade de jogos e responsabilidades a ele atribuídas foram excessivas ou não muito bem recebidas. É preciso uma conversa de cantinho orelha e um trabalho especial em cima do treinador.
Mas, a novela principal desse time do CSA em 2011 será a disputa com o Murici pelos atletas campeões este ano. Alexsandro e Peixinho já foram, mas o zagueiro Sinval, o lateral Paulinho e o meia Everlan ainda fazem parte do grupo. O acordo inicial seria que os jogadores fossem devolvidos ao fim da temporada, mas ninguém esperava que o final do ano fosse tão movimentado. Em resumo, o ano foi produtivo para o “azulão do Mutange”.
CRB
Por último, mas não menos importante, temos o CRB. O time vive uma fase complicada, talvez uma das piores em sua história. Além de financeira, a crise é também administrativa. Guardadas as proporções, a fase atual, se assemelha ao fim do ano passado para o CSA, seu maior rival.
O “galo da praia” vem sofrendo com inúmeras perdas e dívidas, além da luta e desconfiança para saber quem irá comandar o clube em 2011. Para começar, a eterna batalha pelo “Beer Pajuçara”, parece ter sido uma guerra perdida. Após muitos anos, e poucas atitudes tomadas, o CRB parece ter perdido a sua sede social. As dívidas se acumulam. Além das eternas dívidas trabalhistas, tem também um “prego” com o jogador Rodrigo Silva, que defendeu o CRB em 2008, e que agora está sendo cobrada, através da FIFA, prometendo excluir o CRB de competições, caso na resolva e pendenga.
Neste ano, o CRB não foi bem dentro, nem fora de campo. O rodízio de jogadores, treinadores e dirigentes afetaram por demais o desempenho do time nesta temporada, forçando inclusive o encerramento precoce da temporada de futebol profissional. Com o fim do mandato de José Serafim, surgem nomes que podem assumir cargo, mas ninguém está tão confirmado de fato. Cícero Santana parecia o nome certo, mas o fato dele não ser conselheiro do clube pode impedir a candidatura, ou não. Até por que o que mais se faz por essas bandas é burlar as leis e regulamentos, mas isso é um caso que precisa aguardar novos fatos.
Resumindo, a temporada de 2010 do futebol alagoano teve surpresas, como o Murici campeão alagoano e o ASA se mantendo na série B. Teve o CSA de volta a primeira divisão, e trazendo de volta a auto-estima do seu torcedor. Teve a decepção que este ano se chamou CRB.
Porém, nada disso é novidade no futebol alagoano. Agora, é torcer para que o ano de 2011 seja repleto de emoções, positivas é claro!
Vale a pena ficar ligado!
