Torcedores, dirigentes e críticos literalmente não se decidem quanto à melhor forma de disputa do campeonato brasileiro. Seja ele da série A ou B, as críticas rolam solta ao fim de cada competição.

Quando o campeonato brasileiro era disputado no formato de mata-mata, até 2002, o campeonato tinha muita emoção, mas nem sempre o melhor time da primeira fase conseguia chegar à grande final da competição. Visando colocar o futebol brasileiro em padrão de igualdade, pelo menos no formato, com o futebol europeu, resolveram adotar o esquema de pontos corridos. A diferença é que o brasileiro começa em março até dezembro, enquanto o europeu começa na metade do ano, até a metade do ano seguinte.

Os pontos corridos já acumulam sete anos no país, e de certa forma venceu sempre o time que mais mereceu, mas nem só de justiça vive o brasileiro. Na primeira e segunda divisão, existe uma disputa na ponta e na rabeira da tabela, enquanto outros times ficam na famosa “zona da pasmaceira”.

Um exemplo é a disputa pelo título, que envolve Fluminense, Corinthians e Cruzeiro. Brigando pela libertadores, Grêmio, Atlético-PR e Botafogo completam a briga na parte de cima. Na rabeira da tabela, Goiás e Grêmio Prudente já foram rebaixados, enquanto Vitória, Avaí, Atlético-GO e Mineiro, além do atual campeão Flamengo tentam fugir da degola. Por outro lado, Santos, Internacional, São Paulo, Palmeiras, Vasco e Ceará não disputam mais nada no campeonato, mas se vêem disputando jogos decisivos. Daí é que surgem as famosas conversas das “malas brancas e pretas”.

Na série B a mesma coisa. Na última rodada que acontece no sábado, três jogos não fariam diferença para a competição, e a CBF antecipou esses jogos. Um desses jogos será entre Duque de Caxias e ASA, no Rio de Janeiro.

Resumindo, o problema não é os pontos corridos nem o mata-mata, e sim a cultura do futebol brasileiro, onde os clubes se permitem “subornar” e entregar jogos, ganhando alguns trocados à mais, e perdendo um pouco da ética esportiva!

Vale a pena ficar de olho!