A derrota vexatória para o ABC em pleno estádio Rei Pelé foi apenas um dos revezes que a equipe do CSA sofreu. O time azulino teve aproximadamente um mês de preparação para essa partida, e mostrou dentro de campo as mesmas deficiências, e novos problemas no seu esquema.
O time por vários momentos teve o controle do jogo, mas de forma totalmente desorganizada, o que resultou na virada de jogo e quase goleada do time potiguar. A outra derrota, foi na tabela de classificação. O CSA entrou em campo em condições de assumir a ponta e ter totais vantagens na fase final, mas não correspondeu, perdendo inclusive a segunda colocação para o Vitória da Bahia, time que vai enfrentar na próxima quarta em Salvador. É bem verdade que o Vitória não deve colocar em campo o time principal, uma vez, que ainda briga para fugir do rebaixamento na série A. Porém, a situação desse jogo é bem parecida com o jogo contra o ABC, time reserva, mas não “bôbo”.
É fato que o trabalho que o CSA vem fazendo nessa temporada é positivo, tendo em vista a situação que o time iniciou a temporada, mas, esse jogo contra o ABC colocou em xeque o trabalho de muita gente. Um dos mais criticados é o técnico Lino. Além de não conseguir alternativas para mudar o esquema do próprio time, ele continua tendo enormes dificuldades na relação com a imprensa. A pressão é grande, e o treinador parece não saber lidar com esse tipo de situação. Sobrou até para a diretoria, que não tem conseguido atrair o público, coisa que o CSA sempre fez, além de não poder trazer um treinador com a bagagem suficiente para este tipo de competição. Agora é tarde para fazer qualquer tipo de mudança, mas é preciso trabalhar pesado em cima do comportamento do Lino, ou então, procura outro.
A semifinal contra o Vitória será por demais difícil. O que a imprensa alagoana e a torcida do CSA esperam é aquela disposição dos primeiros jogos e o poder de reação!
Vale a pena ficar ligado!

