Depois das recentes mortes de dois atletas americanos, surge uma pergunta: Qual o limite de um atleta? As mortes são de origens diferentes, mas de razões e circunstâncias parecidas. A necessidade de se tornar um atleta de alto-rendimento e competitivo, faz os seres humanos, que já tem o espírito competitivo, extrapolar os limites do corpo.

Primeiro foi o atleta de maratona aquática Fran Crippen, que morreu durante uma prova realizada em Abu Dhabi. Super campeão, Crippen sentiu na pele o calor, que dentro da água chegava aos 35 graus, e faleceu ali mesmo, sendo achado algumas horas após o término da prova. Pode-se dizer, que a organização e o regulamento da competição foram os culpados pela morte do atleta.

A organização falhou em vários pontos, e principalmente quando não policiou todos os atletas, mesmo sabendo das condições desumanas do clima. O regulamento, afirmava que o atleta que desistisse da prova, perderia todos os pontos conquistados na temporada. Simplesmente, ridículo!

Hoje foi a vez do surfista, tricampeão mundial, Andy Irons, que foi encontrado morto em um hotel em Dallas, nos EUA. Primeiro, surgiram rumores de uma dengue hemorrágica, mas surgem também indícios de uma overdose de remédios. Segundo os sites americanos, não se tratava de drogas a causa da morte do surfista, então, o uso excessivo de remédios, seria para mascarar dores.

Recentemente, o programa “SporTV Repórter”, abordou o limite dos atletas, que chegam a ficar por toda a vida com deficiências por conta do abuso das atividades. Atletas famosos e de alto-rendimento, falaram que sofrem ou sofreram com as dores, mas não pararam de atuar. A culpa disso, também cabe aos atletas, que ficam reféns de patrocinadores e federações.

É preciso rever alguns conceitos, mudar a forma de se administrar o esporte nos países, ou então, a morte de atletas será rotina daqui para frente, já que hoje em dia, não existe “o importante é competir”. O negócio agora é vencer ou vencer, infelizmente!