Depois de muita espera, eis que o mandatário do CRB, José Serafim, resolveu falar da atual situação do clube. Botou a boca no mundo, ou melhor, poderia falar mais, mas não falou, sentiu a pressão, que veio através de ameaças, segundo ele.
Primeiramente, essa entrevista do Serafim para a TV Gazeta já era esperada, o que gerou muitas críticas da imprensa, principalmente das rádios, que trabalham incansavelmente pelo futebol alagoano, e não tiveram tal respeito. Porém, essa foi apenas mais uma crítica à “calejada” diretoria do clube. A TV nada tem com isso, tem mesmo é que fazer o seu trabalho.
Voltando ao assunto, era de se esperar que o presidente enumerasse os “porque” dessa fase do “galo da praia”. Falta de dinheiro, ou melhor, calote dos patrocinadores e financiadores do clube, falta de apoio de conselheiros, que inclusive o abandonaram nesse fim de temporada tão triste.
Seria “normal” que os dirigentes, ex-dirigentes e conselheiros fugissem nesse momento, uma vez que a maioria não participa do dia a dia do clube, e muito menos nas horas de aperto. Sem falar no rodízio de diretores que teve o clube. Serafim preferiu não comentar e citar nomes dos “desertores” da Nau regatiana. A situação é pior do que imaginávamos, já que rolou até ameaça.
Resumindo, isso tudo é lamentável para um clube com tanta história, com tantos torcedores. Guardadas as proporções, a situação do CRB nesse fim de temporada, me faz lembrar o seu maior rival, CSA, no ano passado. E acima de tudo, fica aquela velha conversa. É preciso rever conceitos, mudar a forma de conduzir o futebol alagoano, e se não for assim, caminhamos para a decadência...se já não estamos!
Vale a pena ficar de olho!