por Paulo Chancey Junior
A edição desta terça-feira do jornal carioca “O Globo”, trouxe como destaque dos esportes o “poder paralelo” formado no Flamengo, onde integrantes da torcida organizada foram liberados a entrar no vestiário para conversar com os jogadores, sobre a atual fase do clube.
O conceito de torcida organizada já deixou de existir faz tempo. A torcida do Flamengo em particular faz um grande espetáculo nas arquibancadas, mas isso não credita essa facção de fazer parte do dia a dia dos jogadores, muito menos intimidá-los. No entanto, eles não entraram a força, foram liberados pela própria diretoria. O que assusta, é o fato de que o atual “manda-chuva” e eterno ídolo do clube, Zico, que passou anos fora do país, e conheceu o que é organização, permitiu tal situação.
Torcida tem mesmo é que cobrar, mas o lugar dela não é dentro de concentração, muito menos de vestiário de clube. Boa parte dos jogadores tem culpa, já que muitos estão com a vida ganha, e as vezes fazem corpo mole. Mas no geral, isso não ajuda em nada, só atrapalha e deixa o atleta tenso, constrangido e revoltado.
O nosso futebol, como não poderia deixar de ser, não fica de fora dessa realidade. Tem integrante de torcida participando e tendo opinião forte dentro das reuniões de clube. Tem radialista que se mete a assessor de imprensa, para apenas defender o clube, quando deveria contar o dia a dia do clube, seja ele bom ou ruim.
Porém, esse fato do Flamengo mostra que o futebol de Alagoas não tem exclusividade quando se fala em desorganização. Diretorias omissas, jogadores descompromissados, dá nisso aí!
Vale a pena ficar ligado!