O episódio envolvendo a distribuição de tabelinhas da copa com o rosto do presidente regional do PT e candidato a deputado estadual Joaquim Brito junto à candidata a presidente Dilma Roussef foi mais um capítulo do momento difícil que o partido vive em Alagoas.

A apreensão do material que deverá ocasionar em uma multa e pode trazer outros transtornos, inclusive para Dilma, praticamente sepulta as chances de Brito ser o vice de Lessa e força o PT a indicar um outro nome para esta composição, se é que o partido vai fazer isto mesmo.

Com uma secretaria na prefeitura de Maceió e fazendo parte do Chapão de apoio a candidatura de Ronaldo Lessa, que já contou em um momento com Renan, Collor , João Lyra e Augusto Farias, inimigos históricos, o partido tinha um candidato a senador, o ex-superintendente Pinto de Luna, que teve sua candidatura retirada após um pedido de Brasília.

Além de Joaquim Brito e Judson Cabral, atual deputado estadual que mesmo sendo o maior nome da legenda está politicamente isolado dentro das disputas internas do partido, os demais candidatos do partido a Assembléia Legislativa não fazem parte do quadro histórico do partido, como é o caso de Marquinhos Madeira, Ronaldo do INSS e Patricia Sampaio.

Atualmente o PT tem um prefeito, dois deputados estaduais e alguns vereadores, sendo que nenhum destes em Maceió.

O partido já decidiu que na Assembléia Legislativa deve coligar com o PC do B e para a Câmara Federal Paulão e Gilberto Coutinho devem fazer parte da chapa conjunta com PMDB, PDT, PR e outras legendas do chapão, o que torna a situação dos petistas complicadas.

Com chance real de fazer a presidente da república o partido sabe que não aproveitou a “onda de popularidade” de Lula, perdeu a posição de protagonista e luta para tentar pelo menos para manter suas vagas no Poder Legislativo.

Veja abaixo vídeo feito com declarações de integrantes do partido durante a visita de Lula a cidade de São Miguel dos Campos