O vice-governador Paulo Feijó foi na tarde desta quinta-feira ao Ministério Público Federal (MPF) prestar esclarecimentos em relação aos contratos que firmou com a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra).
Feijó disse que se antecipou a uma possível convocação do MPF porque não tem problemas para explicar suas atividades empresariais.
Ao MPF, o vice-governador entregou os mesmos documentos que repassou aos jornalistas: a cópia do acordo de confidencialidade assinado com a Celsp, mantenedora da Ulbra em 28 de junho de 2007, a "Carta Mandato" na qual a Celsp autoriza a APF Participações a negociar os hospitais e o plano de saúde da Ulbra, da mesma data, o termo de rescisão do contrato, de 10 de março de 2008, e a alteração do contrato social da empresa, formalizado em 18 de março do ano passado, quando se afastou da direção da APF.
Disse que sua empresa fez um levantamento completo dos bens da Ulbra e foi ao mercado em busca de potenciais investidores. Encontrou quatro interessados e um deles chegou a fazer uma proposta formal de compra dos hospitais e do plano de saúde, mas o negócio não prosperou porque o então reitor da Ulbra, Ruben Becker, não autorizou a auditoria solicitada pelo investidor.
— Tenho certeza de que se eles tivessem vendido os hospitais e o plano de saúde, como o atual reitor quer fazer, a Ulbra não estaria enfrentando os problemas que está. Os hospitais estariam funcionando hoje — disse Feijó.
Nesta quinta-feira, a Justiça Federal de Canoas recomendou aos Ministérios Públicos Estadual e Federal a investigação da relação entre a empresa de Feijó, a APF Participações, e a universidade. A Ulbra ainda aguarda o andamento das investigações antes de se manifestar sobre o assunto.