O assassinato da garçonete Joseane Santos de Araújo, de 42 anos, morta com mais de 20 facadas no dia 30 de outubro deste ano, em Santana do Ipanema, chocou a população não somente pela brutalidade, mas pela inércia das testemunhas que estavam no local e pelo fato de o crime ter sido filmado desde o início, quando a vítima ainda apelava para que a polícia fosse acionada.
“Quem gravou deve ser responsabilizado por omissão”, defendeu o vereador Chico Filho, presidente da Câmara Municipal de Maceió (CMM), onde o assunto também repercutiu.
Na sessão ordinária do dia 3 deste mês, os vereadores lamentaram o feminicídio, defenderam punições mais rigorosas e também se surpreenderam com o fato de haver vários homens no local do assassinato - a calçada da lanchonete onde Joseane trabalhava -, e nenhum ter reagido para defendê-la.
A primeira a falar sobre o caso em Plenário foi a vereadora Olívia Tenório, que já havia questionado a filmagem e a omissão de socorro.
Acusado pelo crime, Natan Duarte Silva, de 26 anos, foi preso em flagrante no dia 31 de outubro.

