Você lembra do caso Maria Clara Gomes da Silva, a meninazinha, que desapareceu em 19 de julho de 2021, da porta de casa, no bairro do Vergel do Lago, em Maceió,AL,  e até essa data, cinco anos e dois meses depois, nada de notícias, nenhum rastro, nenhuma informação.

Se a família já era disfuncional, marcada pela miserabilidade , falta de oportunidades, o desaparecimento da menina desmantelou de vez a saúde psíquica das pessoas.

Preta, pobre, periférica e autista , o desaparecimento de Maria Clara não comoveu a sociedade alagoana. Não houve hashtag, em massa nas redes sociais, de #queremos justiçaparaMariaClara.

Parece que crianças pretas não despertam a afetividade das pessoas, né?

Tu sabes, por quê?

E como estamos em um momento decisivo no Brasil, vamos falar de outro caso preocupante: o A.SAS.SI.NA.TO da menina Ana Clara  Gomes Machado, em 2 de fevereiro de 2021.

 Ana brincava na porta de casa com o irmão, em  Niterói, Rio de Janeiro,  quando foi AS-SAS-SI-NA-DA, com TIRO DE FUZIL, por um PM.

 Ana morreu.

Já imaginou o sofrimento da mãe da meninazinha, quando soube que o um parlamentar que hoje é candidato à presidência da República foi advogado do policial e luta  para livrá-lo da cadeia?

Por acaso esse candidato não tem sensibilidade  para avaliar  a dor de uma mãe que  tem que superar o AS-SAS-SI-NA-TO de sua filha, uma criança de 5 anos?

Muita gente faz um ‘nem-te-ligo’ e ri , indiferente, ao sofrimento alheio, dizendo que é fake news?

Você é assim?

Ou, se transforma em Sherlock Holmes e  pesquisa sobre o caso para tirar suas próprias conclusões?

 Faça isso, pesquise no Google #CasoAnaClara.

Você se importa?