É madrugada de segunda para terça-feira, faz silêncio no mundo levantando reflexões importantes sobre o momento presente. Ao longe o toque do celular, pede atenção:
-Oi, querido. Como estás?
-Oi, estou mais ou menos, com um grau de preocupação acima da média?
-O que houve?- pergunta esta ativista, sobressaltada
-Estive pensando, diz ele: Eu, homem preto, gay, pobre, universitário e serei um alvo visível, se o pior vier a acontecer. Nem sei para onde irei.-desabafa o menino lindo, ainda aprendiz de jornalista na Universidade de Brasília.
Ele é um cabra super talentoso, amoroso e de coração bom.
Para acalmar os ânimos, esta ativista, afirma:- Seus pai e sua mãe , ainda que pessoas conservadores, serão sua blindagem de proteção, afinal é o filho deles, né?
O cabra retruca na hora:- Esqueça isso, mulher eles são muito, muito, muito preconceituosos. Para eles o filho deles é uma aberração..
Não é bizarro, isso?- pergunta o menino , bem triste.
Esta ativista argumenta com palavras , afaga o ego alheio e disseca o sentido do fazer coletivo.
Saiba, seu cabra, você não está só.
Estamos nas trincheiras de luta.
Bora?!
