Segundo os preceitos do catolicismo, a Igreja simboliza a Casa de Deus.
A Casa que acolhe, abriga, conforta muitas e tantas almas em conflito.
É tipo aquele lugarzinho bom, tranquilo de conversar nossos segredos mais íntimos com o sagrado.
Tudo bem.
Tudo legal?
Está não, meu bem, porque aí entra a figura da maior autoridade da Igreja, de um interior de Alagoas, o Padre.
O Padre , que em uma postagem nas redes sociais, deprecia de forma chula, a figura de um dos maiores estadistas do Brasil, o presidente da nação, Luiz Inácio Lula da Silva, contrariando as orientações do documento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil CNBB, que diz: ‘o sacerdote deve exercer sua missão como pastor de toda a comunidade, independentemente das preferências políticas dos fiéis.'
O texto destaca, ainda, que, em um cenário de polarização política, é fundamental preservar a unidade da Igreja e evitar que ministros religiosos sejam identificados como representantes de grupos partidários.”
A orientação reforça o princípio de que o padre deve anunciar o Evangelho e promover a fraternidade, mantendo distância das disputas eleitorais.
Mas, na contramão da história e desobedecendo os princípios da CNBB, o Padre chega com uma postagem discriminatória, preconceituosa, nas redes sociais, trazendo um lança-chama na mão e o discurso do apartheid na outra, visando provocar conflitos, entre os fiéis, diversamente, diferentes em suas lógicas e convicções politicas.
E logo onde, em um país, que faz tempo, respira uma energia ruim de disputas acirradas, que evidenciam um rastro de discórdias, cisões , muitas vezes, irreparáveis, entre pessoas, amigos, famílias e etc e tal, por conta da crescente polarização política.
Confesso que é muito triste ter que escrever, que um homem de Deus, desconhece o real sentido da sua vocação sacerdotal, e desconhe, principalmente, o Documento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil estabelece regras para padres, bispos e demais lideranças da Igreja Católica durante o período eleitoral e prevê sanções, tais como :advertência formal, suspensão de ofícios e funções eclesiásticas e outras penalidades previstas pela legislação da Igreja Católica.
Ou, o Padre do interior alagoano não faz a interpretação de texto do documento da CNBB, entidade a qual deve obediência, ou, pensa que a internet é terra sem Lei.
O jeito é falar com o Bispo.
Eita, Padre!
