(Essa é uma historinha hipotética, cheia de verdades lendárias, temperadas com risos  metafóricos)

Era uma vez um homem bem adulto, que tinha uma vidinha boa, confortável no métier da política alagoana.

Aí, em uma bela  tardinha de sol poente, o cabra bem adulto, ouviu o canto mavioso de um  cisne pardo, pousado  no alto de uma roda gigante.

Gira. 

Gira.

Gira. 

Girou?

A voz dizia assim:- Ô, grande ôme, com esse teu atributos curriculares  à esquerda, porque não arriscar, voar alto, bem perto do céu, como  essa instagramável roda gigante. E o convite se fez:-

Quer somar, comigo, mais a direita do verbo?

O cabra,  bem adulto,  sentindo o brilho das luzes ofuscando o raciocínio lógico pensou:- Por que não?

E arrumou todas as histórias protagonizadas em cargos máximos e de importância singular,  no estado nordestino  e saiu cantarolando

‘Pela  estrada a fora eu vou bem sozinho

Levar meu currículo para o vizinho.’

Foi-se!

Prestigiado, no primeiro momento, pouco depois,  se tornou a 'coisa' incômodo, que arrasta a mala, bem pesada, de um canto para outro e arranha o piso da casa alheia.

Desimportância da gota serena.

E depois de muito penar, o cabra adultinho, descobriu, melancolicamente, de um susto, que o Cisne no alto da roda gigante, na verdade, era o Lobo Mau.

Lobo Mau disfarçado de Cisne pardo.

Eita!

‘Pela  estrada a fora eu vou bem sozinho…

Gira. 

Gira.

Gira. 

Girou?