Um certo influenciador alagoano postou, no sábado 12,  um vídeo nas redes sociais, mostrando uma possível coação as funcionárias da casa.

 4 mulheres  de pele clara.

Em um dado  momento, o influenciador de direita pergunta, se tem petista na equipe, e três delas admitem rápido que não.

Uma até diz assim:- ‘Eu era, mas, quando entrei aqui deixei. Não é o PT quem paga meu salário. É o senhor.’-diz toda conveniente.

Em nome da sobrevivência cotidiana, a dignidade da moça, desceu ralo abaixo.

Relações de poder.

Entre negativas e risos constrangidos, uma das moças cala a voz, mas, seu rosto expressa  verdades:- Sim, sou PT, mas, esse é um assunto de foro intimo, diz respeito a mim, convicções e a liberdade, em um país democrático, e o que tem a ver com meu trabalho?

O influenciador insiste com a moça:- Você é petista, fulana?

As outras funcionárias incitam o ódio contra a colega de trabalho.

Em resposta  moça-funcionária encara o empregador, que ao entender o silêncio da moça, como resposta, avisa:

- Arrume suas coisas e vá simbora. Você está demitida!

Mesmo coagida a moça se manteve tranquila,  não perdeu o prumo. Peitou o ‘patrão’ tipo: ‘liberdade abre as asas sobre nós.

Afinal, qual o valor da dignidade humana, em um país democrático cheio de micro espaços ditatoriais, em um sistema de  apartheid?

O Ministério Público Eleitoral em Alagoas pediu a abertura de um inquérito policial para investigar a possível coação eleitoral praticada pelo influenciador digital contra funcionárias. 

Tu ‘viu’ a  coragem da funcionária do tal influenciador, de direita?- Sim, sou PT. admitiu ela, em silêncio.

Corajosa!

Digna!

Maravilhosa!