Na sexta-feira, 10 de setembro, esta ativista, Arísia Barros, encontrou a médica arapiraquense, Célia Rocha, nos caminhos do Corredor Vera Arruda, bairro de Jatiúca, em Maceió.
Célia Rocha compõe a vice governadoria na chapa do candidato ao governo de Alagoas, João Henrique.
E o momento se fez oportuno para um diálogo que abordou questões de cunho racial.
E esta ativista, já começou inquirindo: de quais mulheres fala a campanha de João Henrique?
Em qual capítulo são mencionadas as mulheres da religião de matriz africana, de terreiro, as mulheres negras que somam, quase 30% da população de Alagoas?
E votam.
Porque estão invisibilizadas?
E a juventude negra das grotas, vielas, periferias?
O candidato afirma que vai libertar Alagoas, mas, como resolver essa equação se percebe a população negra , que constitui 70% do povo alagoano, como subcidadã?
Um dado bem significativo para substantivar o argumento é que a capital Maceió é a ÚNICA capital do Brasil todinho, que não tem Conselho Municipal de Promoção das Políticas para Igualdade Racial.
A ÚNICA capital do Brasil todinho.
Entende?
João Henrique, o gestor da capital, na época, foi insistentemente procurado, por diversas entidades constituídas, representações do movimento social, visando reafirmar a importância da a implementação do Conselho da Igualdade Racial, mas, fez um não te ligo gi-gan-tes-co.
A liberdade não abriu as asas sobre nós.
Hegemonia.
Depois da escuta atenta, a vice Célia Rocha disse:- Você está coberta de razão e me deu uma dica, muito importante. A gente pode falar sobre isso.
E esta ativista, asseverou:- Melhor não. Vocês não têm nenhuma intimidade com a pauta e as políticas antirracistas são prioritárias. Não podem ser, simplesmente, políticas de ocasião, oportunistas.
Ela refutou:- Mas, vocês podem estar junto com a gente.
Esta ativista, gentilmente, agradeceu e recusou a oferta.
A conversa foi pontual, mas, extremamente assertiva e de forma cordata nos despedimos:- Foi um prazer conhecê-la, Célia Rocha. Até mais ver.
Depois de um aperto de mão, seguimos por caminhos diferentes.
Diferenças!
