Victor Emanuel Silva de Souza foi condenado a 22 anos e 9 meses de prisão pela morte de Anna Cecillya dos Santos Silva, de 9 anos. A sentença foi definida nesta terça-feira (18), durante julgamento realizado no Fórum Ministro Pedro da Rocha Acioly, em Murici, na Zona da Mata de Alagoas.
O Conselho de Sentença considerou Victor culpado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, seguindo a acusação apresentada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL).
Os jurados, no entanto, entenderam pela absolvição do réu em relação às acusações de estupro de vulnerável e corrupção de menores.
Victor está preso preventivamente desde janeiro de 2025, período em que o crime aconteceu. Com a condenação, ele deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado no sistema prisional de Alagoas.
Desaparecimento e descoberta do corpo
Anna Cecillya desapareceu no dia 21 de janeiro de 2025, em Branquinha. Cinco dias depois, o corpo da criança foi localizado em uma área de mata. A investigação apontou que a menina havia sido agredida e sofreu golpes na cabeça e no rosto.
O caso começou a ser esclarecido após a apreensão de um adolescente de 17 anos que conhecia a família da vítima. Em depoimento, ele confessou ter atraído a menina para o local onde as agressões aconteceram e relatou detalhes sobre a tentativa de esconder o corpo.
O adolescente afirmou que teria sido coagido a participar do crime, mas a versão não foi confirmada pela investigação da Polícia Civil.
Outro envolvido apontado no inquérito é um jovem de 19 anos, companheiro da tia de Anna Cecillya. Ele negou participação e apresentou versões que, segundo a investigação, foram contestadas por familiares e pela própria companheira.
Adolescente responde separadamente
Por ter 17 anos na época dos fatos, o adolescente não foi julgado pela Justiça comum. O processo tramita de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e ele cumpre medida socioeducativa de internação, com prazo máximo de três anos, por atos infracionais análogos a homicídio e estupro.
As investigações também apontaram que Anna Cecillya havia sido vítima de violência sexual cerca de quatro anos antes do assassinato, em um episódio atribuído a um ex-companheiro da mãe.
Com o julgamento desta terça-feira, Victor Emanuel passa a cumprir uma pena definitiva pelo assassinato da criança, após mais de um ano de prisão preventiva.
