A Braskem confirmou nesta terça-feira (21) que mantém negociações com credores financeiros para uma possível reestruturação de sua estrutura de capital. A informação foi divulgada pelo Estadão Conteúdo.
De acordo com a agência, a companhia afirmou que as propostas recebidas até o momento são consideradas “indicativas e não vinculantes”.
No esclarecimento, a companhia destacou ainda que as condições apresentadas pelos grupos de credores seguem em análise e que nenhuma decisão definitiva foi tomada sobre a possível reestruturação.
A declaração foi feita após um ofício enviado pela B3 à empresa em razão de uma reportagem do jornal Valor Econômico, que informou sobre uma nova proposta de credores para reorganização da dívida da petroquímica, estimada em cerca de R$ 50 bilhões.
Entre as alternativas avaliadas estão um novo financiamento, com possibilidade de conversão da dívida em participação acionária e diluição dos atuais controladores, além do alongamento do prazo dos títulos da empresa com ativos da companhia como garantia.
A mineradora afirmou que segue em busca de uma solução “consensual, estruturante e ordenada” para sua estrutura de capital, com o objetivo de manter a continuidade das operações. Desde setembro de 2025, a petroquímica conta com assessoria financeira e jurídica para avaliar alternativas de reorganização.
A empresa também informou que a Justiça concedeu medidas cautelares que suspenderam, por 60 dias, execuções e bloqueios de credores envolvidos em uma mediação conduzida pela Câmara Wind de Mediação.
Enquanto tenta avançar nas negociações financeiras, a Braskem também enfrenta novas pressões no campo judicial em Alagoas. O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) negou seguimento a recursos apresentados pela companhia e determinou o envio dos processos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.
As decisões mantiveram sentenças favoráveis a moradores afetados pelo afundamento de bairros em Maceió e barraram pedidos da empresa para suspender ou reverter condenações e indenizações determinadas pela Justiça estadual.
Com a decisão, a disputa jurídica segue agora para as cortes superiores, enquanto continuam os impactos financeiros relacionados às obrigações impostas à petroquímica pelos danos socioambientais registrados na capital alagoana.
