O Ministério Público de Alagoas (MPAL), por meio da 62ª Promotoria de Justiça da Capital, instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar e fiscalizar as políticas de saúde mental desenvolvidas pela Polícia Civil de Alagoas (PCAL) voltadas aos seus servidores.
A medida foi formalizada por meio de portaria publicada no Diário Oficial do MP dessa quinta-feira (18).
Entre os fundamentos apresentados pelo Ministério Público para a instauração do procedimento estão as constantes notícias recebidas pela promotoria e a ampla divulgação de casos envolvendo profissionais da segurança pública com transtornos psicológicos.
Segundo a portaria, assinada pela promotora de Justiça Alexandra Beurlen, o objetivo é monitorar a atuação da PC em relação aos programas, protocolos, políticas institucionais e serviços destinados à promoção, prevenção e assistência à saúde mental dos profissionais da corporação.
O documento destaca, ainda, que os servidores da Polícia Civil estão expostos a fatores de risco psicossocial decorrentes da natureza da atividade policial, como situações de violência, estresse intenso, pressão ocupacional e eventos potencialmente traumáticos.
A promotoria também menciona a necessidade de monitoramento contínuo e coleta de informações institucionais para subsidiar eventuais medidas corretivas ou propositivas relacionadas à área.
Foto: Imagem ilustrativa/Ascom PC/Arquivo
