Hoje, o prognóstico das forças políticas é: o PSDB elegeria dois deputados federais; a federação PP/União Brasil, três; o PSD teria grandes possibilidades de conquistar duas vagas; e o MDB faria uma cadeira, com chance de alcançar a segunda.
Esse cenário, porém, pode mudar. Nos bastidores da política alagoana, circula a hipótese de um rearranjo envolvendo os grupos de JHC (PSDB), Arthur Lira (PP/União Brasil) e PL, de um lado, e o MDB, ao lado de PT, PV, PCdoB, entre outros partidos, de outro.
Para isso, bastaria que JHC, pré-candidato ao governo, Arthur Lira, pré-candidato ao Senado, e o prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa (MDB), concluíssem o entendimento que, segundo interlocutores, vem sendo discutido.
O principal impacto nas chapas proporcionais ocorreria caso Luciano Barbosa indicasse o filho, o deputado federal Daniel Barbosa (PP-AL), para a vaga de vice na chapa de JHC.
A avaliação é que Álvaro Lira e o deputado federal Delegado Fábio Costa despontariam como favoritíssimos para assegurar duas das três vagas da federação PP/União Brasil, deixando a terceira em disputa mais aberta.
A eventual saída de Daniel Barbosa da chapa proporcional ampliaria as chances de nomes competitivos, como Marx Beltrão, Nivaldo Albuquerque e Gunnar Nunes, de obterem êxito na disputa pela terceira vaga.
O movimento também poderia beneficiar Luciano Barbosa em outro aspecto: seu filho Lucas Barbosa (PSDB) deixaria de disputar uma vaga de deputado estadual para concorrer à Câmara Federal.
Nesse cenário, o PSDB poderia chegar à eleição com força para eleger até três deputados, tendo Marina Candia, esposa de JHC, como puxadora de votos da legenda, que ainda conta com o ex-deputado estadual Gilvan Barros.
Mas é justamente na hipótese de o entendimento não avançar que surge o quase xeque-mate desse tabuleiro político: Marina Candia e Alfredo Gaspar (PL) poderiam formar uma dobradinha competitiva na disputa pelas duas vagas ao Senado, cenário que dificultaria os planos de Arthur Lira e do senador Renan Calheiros (MDB-AL), candidato à reeleição.
Segundo fontes, há grande preocupação no MDB dos Calheiros, do governador Paulo Dantas e do presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor, diante dessa possibilidade.
Se o cenário se confirmar, o MDB poderia ficar restrito à eleição de apenas um deputado federal.
