Nova pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira 13 de maio mostra um conjunto de dados favoráveis ao presidente Lula. Em relação ao levantamento anterior, ele melhora na corrida eleitoral, ganha pontos na aprovação ao governo e vê apoio da maioria às últimas ações da Presidência da República. Nesse aspecto específico, os dados atestam que o petista, por exemplo, acertou em cheio no encontro com Donald Trump.

Antes de falar dos números da eleição, um ponto desconcertante. Vocês lembram que, quando o Senado barrou Jorge Messias para o STF, os bolsonaristas e a oposição em geral decretaram que “esse governo acabou”. Flávio Bolsonaro foi uma das vozes a profetizar a morte de Lula de modo solene. Colunistas na imprensa repetiram o veredito.

Muito bem. Reparem o quanto o brasileiro ficou “impactado” com o caso Messias e o Supremo: segundo a Quaest, nada menos que 61% disseram desconhecer a rejeição dos senadores na votação de Messias. O frenesi no jornalismo e nas redes sociais foi ignorado por ampla maioria da população. Porque afinal o povaréu tem mais o que fazer. 

Sobre os números da disputa pela Presidência, Lula ganhou pontos nos cenários de primeiro e segundo turnos – também para desespero dos coveiros que tentam enterrar o homem a todo custo. Como escrevi em texto anterior, se o petista está morto – segundo a aloprada extrema direita –, então um fantasma lidera a disputa como favorito.

Aos números. No primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro tem 33%. Todos os demais candidatos pontuam como legítimos nanicos. Ronaldo Caiado e Romeu Zema têm 4%. Isso significa que o eleitor desprezou a papagaiada de Zema e seus bonecos na tentativa de capitalizar um ódio ao STF.

Os demais nomes, como Aldo Rebelo, Renan Santos, Augusto Cury e Cabo Daciolo não saem de 2% ou não pontuam. Por isso, reitero a hipótese: com a briga afunilada entre Lula e Flávio, quem se descolar com uma margem entre oito e dez pontos percentuais pode ganhar no primeiro turno. No atual panorama, a chance maior é de Lula.

Mas a pesquisa, claro, traz os cenários de segundo turno. Pela terceira rodada seguida, Lula e Flávio estão em empate técnico. Ao contrário da pesquisa anterior, o presidente aparece à frente com 42% das preferências contra 41% do filho de Jair Messias.

Mais claro, impossível: o papo de “governo acabou” e “Lula está morto” serve como ração para os patriotas nas bolhas do reacionarismo alucinado. É preciso repetir as palavras de ondem para animar o fanatismo e trotar naquela cavalgada “Acorda Brasil”.

Para Lula e o governo, os dados da Quaest revigoram o ânimo após a avalanche de notícias que, mais uma vez, previa o fim do mundo. Nada disso. O candidato à reeleição segue mais forte do que nunca. Na fotografia do agora, esta é a realidade.