O empresário Marcello Gusmão de Aguiar Vitório, acusado de incendiar o apartamento da ex-namorada em 2025, teve a prisão preventiva decretada após violar o monitoramento eletrônico 1.449 vezes.
A decisão é do juiz José Eduardo Nobre Carlos, da 8ª Vara Criminal da Capital.
Segundo os autos, Marcello fixou residência a apenas 700 metros da vítima, ignorando sistematicamente o raio de exclusão e as medidas protetivas impostas pela Justiça de Alagoas.
Das mais de mil violações registradas, 26 foram classificadas como de elevada gravidade, com o empresário chegando a menos de 100 metros da ex-namorada.
Ele também deixou de colaborar com a manutenção da tornozeleira e ignorou as tentativas de contato do Centro de Monitoração.
A defesa alegou falhas técnicas no equipamento, mas o juiz afastou o argumento.
Para o magistrado, o volume e a consistência dos dados tornam a tese de defeito improvável e o comportamento do réu demonstra descompromisso com as ordens judiciais, colocando em risco a integridade física e psicológica da vítima.
O caso remonta a março de 2025, quando o Ministério Público denunciou o empresário por tentativa de homicídio e incêndio após ele ter supostamente ateado fogo ao imóvel da ex-companheira.
Marcello respondia ao processo em liberdade desde abril do ano passado. Com a nova ordem de prisão, ele deve ser recolhido ao sistema prisional e passará por audiência de custódia.
