O julgamento do caso Davi da Silva começa nesta segunda-feira (4), quase 12 anos após o desaparecimento do adolescente de 17 anos em Maceió.
Quatro ex-policiais militares sentam no banco dos réus no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no bairro do Barro Duro, em Maceió, em um processo que a família aguarda com uma única certeza: o corpo de Davi nunca foi encontrado.
Os réus são Nayara Silva de Andrade, Victor Rafael Martins da Silva, Eudecir Gomes de Lima e Carlos Eduardo Ferreira dos Santos — todos já desligados da corporação. Eles respondem pelos crimes de tortura, sequestro e cárcere privado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
O que aconteceu
No dia 25 de agosto de 2014, no conjunto Cidade Sorriso I, no Benedito Bentes, Davi e um amigo, foram abordados por uma guarnição do Batalhão de Rádio Patrulha da PM.
As primeiras versões indicavam que o jovem teria sido encontrado com maconha — versão sempre negada pela família, que contesta qualquer ligação de Davi com o tráfico.
Segundo os familiares, ele saiu de casa naquela manhã dizendo que faria um serviço. Nunca mais foi visto. A última informação conhecida é de que ele teria sido levado pelos policiais durante a abordagem.
A sessão deve se estender até terça-feira (5). A família acompanha o julgamento esperando, além de justiça, uma resposta que aguarda há mais de uma década: o que aconteceu com Davi?
