*Atualizada às 18h
O Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL) voltou a denunciar, na tarde desta sexta-feira (17), a situação de superlotação na Maternidade Escola Santa Mônica (MESM), em Maceió, após a divulgação de imagens nas redes sociais. Veja abaixo:
A presidente do Sinmed/AL, Silvia Melo, afirmou que o cenário se repete logo no início da manhã. “Hoje, 17 de abril de 2026, amanhecemos mais um dia na Santa Mônica nesta situação de superlotação. Até quando aguentaremos?”, declarou.
Segundo a entidade, há pacientes com suspeita de tuberculose e covid-19 sem local adequado para isolamento, o que, de acordo com o sindicato, aumenta o risco de contaminação e expõe falhas nas condições de atendimento da unidade.
O Sinmed/AL cobra providências urgentes das autoridades de saúde para reduzir a lotação e garantir estruturas seguras tanto para pacientes quanto para profissionais.
O CadaMinuto entrou em contato com a assessoria de comunicação da Maternidade Escola Santa Mônica que, no final da tarde, enviou a seguinte nota:
*A Maternidade Escola Santa Mônica informa que enfrenta um quadro de superlotação, nesta sexta-feira (17), com número de pacientes acima da sua capacidade.
Atualmente, a unidade dispõe de 40 leitos para gestantes e puérperas e 10 leitos de pré-parto, encontrando-se com 13 gestantes internadas nesta área.
A situação é agravada pela existência de dois casos que exigem isolamento — uma paciente com síndrome viral e outra com tuberculose —, o que demanda a individualização das pacientes e reduz a capacidade operacional das enfermarias.
Todo o processo está sendo acompanhado pelo Serviço de Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde, para garantir a segurança assistencial às pacientes.
A Santa Mônica continuará cumprindo seu papel de referência estadual, acolhendo gestantes de alto risco das regiões sob sua responsabilidade.
Eventuais redirecionamentos somente ocorrerão caso outras unidades de referência, como os hospitais da Cidade e Universitário, apresentem condições de absorver a demanda.
A superlotação é um desafio que ultrapassa a gestão da unidade, estando diretamente relacionada ao funcionamento do complexo de atenção materno-infantil no estado.
A solução definitiva passa pela estruturação da rede de atenção obstétrica, especialmente por meio da ampliação e qualificação do pré-natal nos municípios, com foco na prevenção e controle de agravos e na garantia de assistência adequada desde o início da gestação.
