O desembargador João Luiz Azevedo Lessa, do Tribunal de Justiça de Alagoas, negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa de Maurício Anchieta de Souza, dono da clínica de reabilitação onde a esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant Anna, de 41 anos, morreu em agosto de 2025.
Na decisão, o magistrado afirmou que não há elementos suficientes que justifiquem a soltura imediata e, por isso, manteve a prisão preventiva do investigado. Segundo ele, não ficaram comprovados os requisitos necessários para conceder a medida de urgência.
A esposa de Maurício também responde ao processo que investiga as circunstâncias da morte, ocorrida em Marechal Deodoro. O caso ganhou ainda mais peso após o laudo apontar que a causa da morte foi insuficiência respiratória aguda, associada a várias lesões pelo corpo e sinais de traumatismo craniano.
Embora o exame não tenha concluído de forma definitiva que as agressões causaram diretamente a morte, o perito destacou que os indícios são compatíveis com tortura, o que reforça a gravidade do caso.
A investigação começou depois que a família da vítima procurou a polícia, após ser alertada por profissionais da UPA de Marechal Deodoro sobre hematomas visíveis no corpo da esteticista.
Com a decisão, Maurício Anchieta segue preso enquanto a Justiça continua analisando o caso para determinar a responsabilidade dos donos da clínica diante das suspeitas de maus-tratos e violência.

