A luz do sol no  sábado, na manhã do 28 de março de 2026, em Niterói, carregava o brilho do mundo todo.

O dia estava bem  bonito e lá fomos nós, em mais uma ação histórico geográfica do Projeto Baobás.

O Projeto Baobás, iniciado em 2021, pelo Instituto Raízes de Áfricas e o então mandato da deputada estadual, Jó Pereira é uma iniciativa inédita que tem como objetivo africanizar, a partir do plantio da  árvore mãe, territórios com raízes na sacralidade e ancestralidade do povo negro.

Esta ativista alagoana, Arísia Barros,  atravessou um engarrafamento enfadonho, da Ponte-Rio-Niterói, levando consigo um mundo de crenças, o mukua, o fruto do Baobá, brotado nas Alagoas dos Palmares e um universo de afetos.

O Baobá é a árvore sagrada de África.

E depois, de umas horas no trânsito, chegamos em Icaraí, Niterói, na casa da psicóloga antirracista,  Rosane Romão, irmão do querido ativista, Marcos Romão.

João Marcos Aurore Romão (Niterói, 09 de fevereiro de 1953 – Niterói, 3 de setembro de 2018) foi um Poeta, Professor, Sociólogo, Ashoka Fellow, Jornalista, Militante do Movimento Negro e Ativista dos Direitos Humanos.

E lá , uma recepção calorosa, energia boa, cantoria ancestral e comida com sabor de afeto,  encontramos as gentes da resistência negra niteroiense.

Gente amiga de adolescência de Marcos, o médico Jones Almeida, com histórias escondidas nas dobras do tempo, feito presença viva, densa, viva, emotiva.

Reencontramos o  cineasta, Delanir Cerqueira, um cabra ativista , que reafirma, cotidianamente, a arte ancestral.

Recuperação histórica de um tempo.

O ponto alto do encontro foi quando,  o arquiteto Antônio Juliano, marido top de Rosane, ‘ o eterno cunhado ’, com os olhos marejados de emoção, abriu o mukua.

A plenária vibrou.

Aplausos!

As mulheres, em número expressivo, as Pretas  Baobás, Rita Diir, Jaçanã Lima, a jornalista , escritora,  Laila dos Santos, as  psicólogas Mônica Bento, Rose Genésio, que, de forma amorosa e coletiva  colheram as sementes do  mukua, e  no sábado florido de sol, plantaram  palavras bordadas por lembranças e saudades, retroalimentado  a consciência da luta.

E também, a mais nova geração representada por Rani Juliano, sobrinha de Marcos.

Atemporalidade!

Ainda estamos aqui, com um olho no passado e tantos outros no futuro.

Em uma conexão profunda com todas as nossas histórias de luta, no sábado 28 de março, em Icaraí, Niterói, município do Rio de Janeiro,  provocamos a travessia entre Alemanha-Rio de Janeiro-Alagoas e o legado de Marcos Romão, que dialoga com universos díspares e  assim  espalhamos na terra,ao vento, na memória do tempo, novas  sementes de Baobá

E, a partir da Árvore da resistência inauguramos um  Museu Vivo de Memórias.

Reexistimos!

Esta ativista, Arísia Barros,  agradece aos patrocinadores, dessa ação tão bonita,  Federação da Indústria do Estado de Alagoas, Prefeitura de Maceió ( Secom-Iplam) e Jó Pereira.

Salve!

A celebração do plantio do Mukua, o Projeto Baobá , as Pretas  Baobás de Niterói-Rio e o legado do ativista Marcos Romão.

É o Projeto Baobás das Alagoas de Palmares!