Houve um remoto tempo em Alagoas que o Partido dos Trabalhadores, era um espaço privilegiado, com  muita gente ‘cabeça’, intelectualizada, revolucionária, papo de milhões.

Gente que desembrulhava  a palavra e juntava multidões em lugares simplérrimos, sem trio elétrico, shows caríssimos  para fomentar discussões acuradas que desbravaram  trilhas, consolidavam  caminhos, e nos possibilitava enxergar através de vidro fosco

Houve um tempo no PT de Alagoas ,importante  bússola moral, grande  referência de massa propunha as conversas complexas, compridas que varavam noites inteiras, gerando o prazer de estar do lado certo da ‘força’.

O PT já foi casa, coberta, agasalho e  fortalecimento da certeza coletiva de que ;’sim’ nós podemos   mudar o mundo'.

Mas, o tempo passou, a roda girou, muito rápido e esse mundo utópico da crença, com  rachada nas bordas, foi abduzido pelo capitalismo selvagem, interesses pessoais e partidários e muita, muita gente branca sem os ideais ( tão bonitos), que lá atrás o PT cultivou e incutiu em tantas de nós.

Como simpatizante do PT alagoano, de outrora e  os olhos marejados de tempo esta ativista, entre  queloides e gatilhos, sente, tremendamente, incomodada  com os novos rumos do Partido dos Trabalhadores que escancara as portas para toda essa gente branca , burguesa  e que acha que a palavra proletário é enfeite de geladeira.

Biscuit.

Que tristeza!

O PT de Alagoas está virando a Casa da Mãe Joana. 

Entra todo mundo…

E, por favor, não venham me falar sobre Equidade.