Alycia é uma jovem ativista, negra, periférica, alagoana, de 20 e poucos anos,  e com bastante pertencimento sobre as coisas que atravessam o viver da população negra alagoana, nada do ‘ouvi dizer’, a ativista é  tipo aquela coisa ‘nada de nós, sem nós’.

Alycia traz um discurso carregado de vivências legítimas que  renovam e recriam  estratégias , buscando quebrar o silêncio plural sobre o racismo estrutural, nocivo e socialmente naturalizado, que permeia,  inclusive, a divulgação das candidaturas jovens e negras, para o próximo jogo na arena política do estado..

Precisamos discutir por que a cúpula do PT Alagoano faz corpo mole para dar o destaque devido à candidaturas representativas, fortes, potentes, femininas e  negras.

Alycia tem inteligência política, leitura de mundo, sensibilidade social e, principalmente, a representação legitima do lugar de fala do povo negro das Alagoas.

Vale dizer, que com recursos parcos, nas eleições de 2022, Alycia chamou para si  a segunda maior votação do PT em Maceió.

Isso é histórico.

Legal, né, não?!

Por que o PT alagoano privilegia as candidaturas jovens e brancas,  desenhando caminhos  midiáticos de destaque do ‘já ganhou’, em detrimento a outras potências, como as candidaturas de jovens negras, periféricas?

Ô, Lula precisamos falar sobre as jovens e pretas  candidaturas do  PT de Alagoas, ou,  precisamos falar sobre  Alycia da Bancada Negra.

Pode ser?

‘Nada de nós, sem nós.’

Não é mesmo?!