A agitação e os impasses na política alagoana chamam atenção e provocam debates na imprensa nacional. Como previsível, há poucas informações concretas e sobram especulações. Na CNN Brasil, analista afirma que “a direita no estado tem muitos nomes relevantes para poucas vagas”. Nesse caso, os personagens citados são os deputados Arthur Lira e Alfredo Gaspar, além do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas.

A bancada de bate-papo, ainda na CNN, lembra que “Alagoas costuma guardar fortes emoções na política”. É verdade. Na ordem do dia, as arrumações para a formação da chapa que dará palanque ao presidenciável Flávio Bolsonaro. Pré-candidato ao Senado, Lira “dá ultimato” a JHC para uma aliança, com o prefeito candidato ao governo.

Segundo a Folha, caso não consiga fechar esse acordo, o ex-presidente da Câmara vai de Alfredo Gaspar para governador. Gaspar assumiu o comando do PL alagoano, mas atua sob as orientações de Lira, que por sua vez tem o apoio irrestrito de Jair Bolsonaro. Como o leitor sabe, JHC foi chutado do PL e acaba de se filiar ao combalido PSDB.

Sem união com Lira, JHC prepara sua “candidatura independente” a governador. É uma aposta arriscada. Fora do PL, ele perde estrutura e um cofre abarrotado com o fundo eleitoral bilionário. Por isso mesmo, informa a jornalista da CNN, figuras “no entorno do prefeito” dizem que “ainda pode ter conversa com os Calheiros”. 

Segundo O Globo, ao trocar o União Brasil pelo PL, Alfredo Gaspar teria feito uma “exigência”: o cargo de ministro da Justiça ou da Segurança Pública num eventual governo Flávio Bolsonaro. Mal comparando, uma negociata nesses termos lembra o caso Sergio Moro, que trocou a toga pelo posto de ministro, de olho numa cadeira no STF.

Mais comedido, o Estadão descreve o cenário de indefinição após a filiação de JHC ao ninho tucano. O jornal ressalta que o prefeito pode lançar as candidaturas da mãe, Eudócia Caldas, e da primeira-dama Marina Candia, que também se filiaram ao PSDB.  

Na Veja, “Renan Filho terá apoio decisivo do presidente Lula” para voltar a governar o estado. No campo adversário, segundo a revista, “a pressão bolsonarista sobre JHC” é intensa – e o prefeito ainda está “na mira de Flávio Bolsonaro”. A Veja diz ainda que o deputado Aécio Neves, o chefe tucano, deu “superpoderes” para JHC.

Aí vai um breve resumo do que andam falando os grandes veículos de imprensa sobre a política alagoense neste momento. Se procurar um pouco, tem muito mais. Até o sábado 4 de abril, parte do que ainda é mistério será dissipado. Mas só uma parte.