Porque, se fosse, não precisaria deixar o PL, legenda rica - que lhe garantiu espaço para disputar o governo de Alagoas -, com o maior fundo eleitoral e partidário, além de tempo de propaganda eleitoral.

Não dá para entrar numa disputa desse porte apenas com o apoio de sua bancada de vereadores e bem avaliado na Grande Maceió, sem os aliados e prefeitos do deputado federal Arthur Lira (PP-AL).

Enfrentar Renan Filho é disputar com um ex-governador, senador e ministro apoiado pelos governos federal e estadual, além de dezenas de prefeitos e deputados.  

Deixar o PL é perder parte dos eleitores bolsonaristas. Migrar para o PSDB e acreditar ter controle da legenda é, na verdade, ficar refém de um aliado dos Calheiros: o ex-governador Teotonio Vilela Filho.

Uma fonte política questiona: que estratégia é essa para disputar o governo de Alagoas? Quando a política é a arte de somar e multiplicar apoios, nunca de dividir e subtrair.

E diz que JHC sempre planeja sozinho - e tem razão, porque até agora deu certo. Assim como fizeram, no auge de suas carreiras, os ex-prefeitos de Maceió Cícero Almeida e Rui Palmeira, até que erraram.

A mesma fonte aposta que o prefeito - que não usa sua própria voz para dizer que será candidato; desta vez, quem falou foram alguns vereadores -, por tudo relatado acima, não pretende disputar o governo.

“Ele quer concorrer ao Senado e indicar sua esposa, Marina Candia, para deputada federal”, diz a fonte. Aliás, essa pode ser a saída: há dias em que integrantes do MDB garantem que Marina será aceita entre eles na disputa pela Câmara.

Para encerrar, esta parece ser a eleição “Tele Sena”: de meia em meia hora surge uma novidade, brinca a fonte.

Também faça suas apostas, caro leitor.