Se não desembarcou em Brasília nesta segunda-feira (16), o prefeito de Maceió estará nesta terça na capital federal, junto com assessores, para oficialmente cumprir compromissos de governo.
Porém, a expectativa entre bolsonaristas e liristas é de que haja algum evento político, como uma reunião com dirigentes nacionais do PL para tratar do futuro do prefeito na legenda.
Há duas semanas foram vazadas anotações do pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL), dando conta que JHC teria até 15 de março para decidir sua candidatura ao governo de Alagoas.
O fato é que não há espaço para JHC controlar o PL sem disputar o governo.
Lideranças locais do bolsonarismo já se anteciparam e anunciaram voto ao Senado nos deputados federais Arthur Lira e Alfredo Gaspar.
O vereador por Maceió Leonardo Dias (PL), íntimo da família Bolsonaro, por exemplo, foi autorizado pelo clã a tornar público esse apoio.
Portanto, as portas para JHC controlar e decidir o caminho do PL local estão fechadas. Ele está há 19 dias do fim do prazo para renunciar a tempo de disputar as eleições de 2026.
Mas o que auxiliares do primeiro escalão de JHC repetem é que ele faz tudo no seu tempo e não topa ser colocado contra a parede.
No dia 20, sexta-feira, será lançada a pré-candidatura de Arthur Lira (PP-AL) ao Senado. A dúvida em Brasília e em Maceió é: os filiados do PL e os dirigentes estaduais vão ou não aparecer na festa?
O trem que carrega o futuro de JHC está parado na estação. Se e quando vai começar a seguir viagem, ainda não se sabe.
