A nota do PL afirmando que o prefeito de Maceió, JHC, teria espaço apenas para disputar o governo não foi vista como determinante para sua decisão política.

Segundo gente influente do seu entorno em Maceió e em Brasília, onde ele desembarcou na segunda-feira (16), a nota não tem o nome do presidente nem a assinatura de Valdemar Costa Neto.

Portanto, como documento oficial, do ponto de vista político e administrativo, tem validade limitada. E, na prática, não traz novidade. A posição da legenda já circulava havia semanas no meio político e na imprensa.

Também reduziu seu impacto o fato de a nota ter sido encaminhada à imprensa local pela assessoria do deputado federal Arthur Lira (PP-AL), pré-candidato ao Senado, e não pela comunicação nacional do PL.

Como disse uma fonte ontem neste espaço, “JHC faz tudo no seu tempo e não topa ser colocado contra a parede” (leia aqui). Ou seja, tem estatura política e votos para não aceitar imposições.

Outra fonte explicou que a forma como a nota foi divulgada lhe dá discurso para sair do PL como vítima, responsabilizando Arthur por tentar impor-lhe uma candidatura em uma sigla ‘controlada’ pelo deputado.

Aguardemos que JHC fale por si.

EM TEMPO - A nota do PL também repercutiu entre aliados de JHC. O líder do prefeito na Câmara, vereador Kelmann Vieira (MDB), comemorou o documento mesmo sem assinatura da cúpula nacional do partido.

Ele é defensor ferrenho e apostador na candidatura ao governo de Alagoas.

Mas, nas últimas semanas, estava silencioso, não publicava mais sobre o tema nem divulgava em suas redes sociais os “sinais” da candidatura majoritária.

Dizem até que, nos últimos dias, quando perguntado sobre a oficialização da pré-candidatura afirmava que "os sinais agora estão apagados".

Com a nota, mudou de tom: “Bom, agora acho que eu estava certo. Ou vão dizer que a nota do PL Nacional também não é uma fonte segura?!”, publicou em sua conta no Instagram (veja aqui na íntegra).