Apenas os vereadores Leonardo Dias, Siderlane Mendonça e Caio Bebeto, todos do PL, compareceram ao lançamento da pré-candidatura ao Senado do deputado federal Arthur Lira (PP-AL), na sexta-feira (20).
A ausência dos demais não significa, necessariamente, que não apoiarão o parlamentar nas eleições, até porque o eleitor pode votar em até dois candidatos ao Senado.
Nos bastidores, vereadores justificaram a interlocutores que a decisão de não ir ao evento foi uma forma de evitar tensionar ainda mais o ambiente político, já que o prefeito de Maceió, JHC (PL), também não foi ao evento porque estaria contrariado com Lira.
A leitura sobre a origem da irritação de JHC diz respeito a direção nacional do PL que, sob influência de Lira, não aceita que JHC conduza a definição da chapa. O prefeito só teria espaço garantido caso dispute o governo.
No mesmo dia, na tarde da sexta-feira, o prefeito convocou uma reunião com vereadores de sua base, mas teria deixado de fora integrantes do próprio PL, partido que ainda preside em Alagoas.
Mas, de alguma forma, o cenário pode estar mudando. Grande incentivador da candidatura de JHC, o líder do governo na Câmara de Maceió, Kelmann Vieira (MDB), mudou o tom.
Em publicação no Instagram, afirmou, de forma enigmática, após acompanhar JHC, ainda na sexta-feira, em uma série de ações da prefeitura: “Agora temos a certeza e convicção de que o jogo zerou. E será dele toda decisão.”
E completou: “Agora quem dá as cartas é quem tem a aprovação popular. Nada será imposto, porque JHC não se intimida nem se curva a nenhum político” (veja a íntegra aqui).
