O mês de março é conhecido como o ‘Mês do Consumidor’. Para entender melhor como o comércio funciona nesse período e como o consumidor deve estar atento a cada compra efetuada, o CadaMinuto entrou em contato com o Procon Maceió, que trouxe orientações sobre os principais sinais de alertas para identificar “ofertas” que, na verdade, são golpes.

De acordo com a diretora executiva do Procon, Cecília Wanderley, “os golpes virtuais mais comuns contra consumidores envolvem principalmente a criação de sites falsos que imitam lojas conhecidas, o envio de links fraudulentos por e-mail, SMS ou WhatsApp (phishing), perfis falsos em redes sociais que oferecem produtos com preços muito abaixo do mercado e boletos e chaves Pix adulteradas. Também são frequentes falsas promoções e sorteios que exigem pagamento antecipado ou cadastro de dados pessoais.”

A diretora também alerta sobre os links falsos que imitam lojas conhecidas, “o consumidor deve observar atentamente o endereço do site, verificando se há erros de ortografia, letras trocadas ou domínios estranhos. É importante também conferir se o site possui “https” e o cadeado de segurança no navegador. Outro ponto são preços muito abaixo do mercado sem justificativa plausível. Também é essencial verificar se a loja informa CNPJ, endereço físico e canais de atendimento claros. Sempre que possível, o ideal é digitar o endereço da loja diretamente no navegador, em vez de clicar em links recebidos por mensagens.”

Quanto ao golpe do boleto adulterado, Cecília conta que ele é registrado com uma certa frequência. Antes de efetuar o pagamento, o consumidor deve conferir atentamente o nome do beneficiário, o CNPJ e o valor informado. Caso haja qualquer divergência, não deve realizar o pagamento. Também é importante evitar abrir boletos recebidos por mensagens sem confirmação prévia com a empresa e, em caso de dúvida, entrar em contato diretamente com o fornecedor ou com a instituição financeira para averiguar se de fato é verídico.

 

O consumidor também deve estar atento aos links enviados pelo WhatsApp e outras redes sociais.

 

“O consumidor deve desconfiar de promoções recebidas por WhatsApp ou redes sociais, especialmente quando envolvem ofertas muito vantajosas ou exigem urgência. Antes de clicar em qualquer link, é recomendável confirmar se a mensagem foi enviada por um perfil oficial da marca. Também é importante não fornecer dados pessoais ou bancários por meio de links suspeitos. Em caso de dúvida, o ideal é acessar o site oficial da empresa digitando o endereço diretamente no navegador e verificar se a promoção realmente existe”, prosseguiu Cecília Wanderley.

 

Sinais de alerta

 

Conforme a diretora executiva, entre os principais sinais de alerta estão preços muito abaixo do valor praticado no mercado, mensagens com erros de português, páginas mal elaboradas ou com aparência amadora e exigência de pagamento antecipado fora das plataformas oficiais. Promoções que pressionam o consumidor com frases como ‘últimas unidades’ ou ‘somente hoje’ também devem ser analisadas com cautela. A ausência de informações claras sobre a empresa, como CNPJ e canais de atendimento, é outro indicativo de possível fraude.

O Procon Maceió faz uma orientação, em caso de compras online, “o Procon Maceió orienta que o consumidor pesquise a reputação da empresa antes de finalizar a compra, verifique a existência de CNPJ e endereço físico e desconfie de ofertas com preços muito abaixo do mercado. Também recomenda que o consumidor evite clicar em links desconhecidos, utilize meios de pagamento seguros e guarde todos os comprovantes da transação. Outra orientação importante é ativar mecanismos de segurança, como autenticação em dois fatores, e manter atenção redobrada ao compartilhar dados pessoais na internet.”

Por fim, a diretora executiva aconselha: “ao suspeitar que foi vítima de um golpe, o consumidor deve entrar em contato imediatamente com o banco ou instituição financeira para tentar bloquear ou reverter a transação. Também é fundamental registrar boletim de ocorrência, guardar todos os comprovantes, prints de conversas e registros da negociação. Em seguida, deve procurar o Procon para receber orientação e formalizar reclamação, além de denunciar o perfil, site ou número utilizado na fraude às plataformas digitais envolvidas.”

 

*Estagiário sob supervisão da editoria