Há 61 anos, num bairro da África do Sul, a polícia matou 69 pessoas e deixou 189 feridos em uma manifestação de pessoas negras contra o apartheid. O evento ficou conhecido como o "Massacre de Shaperville". A ONU, então, instituiu o 21 de março como o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, como forma de nunca deixar que o mundo esqueça o acontecido.
No Brasil, onde mais de 56% da população se autodeclara negra, os números da discriminação, assim como no resto do mundo, são inaceitáveis. Os dados sobre o racismo no Brasil registram que o percentual de jovens negros fora da escola é de 19%. O desemprego entre os negros brasileiros é 50% superior ao restante da sociedade. No Brasil, a população negra é mais atingida pela violência, desemprego e falta de representatividade. O suicídio entre jovens negros no Brasil é 45% maior que o de brancos.
Cito, aqui, as palavras da professora, ativista negra e publicitária alagoana Arísia Barros:
" Por que nos é tão fácil esquecer que o Brasil é o segundo país mais negro do mundo?"
"O racismo é atemporal e está sempre à frente das normas do humanismo, subestimando a capacidade social de debelá-lo."
Hoje é um dia para refletir. Amanhã e depois são dias para transformar, avançar e conquistar a igualdade.
Vamos juntas transformar!
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