Alagoas é um estado atípico, onde a corrupção institucional pesada, desavergonhada tem feito morada feito uma rede inquebrantável de favorecimento aos iguais.

De uma forma naturalizada, quase normal.

A corrupção, que agora, se alastra, acintosamente, no Governo da Excelência é recepcionada pela população em geral, com uma passividade exacerbada, anestésica, de uma maneira letárgica, de dar nos nervos.

Em 2016, esta ativista, em uma conversa  assertiva com, o então secretário de segurança pública, da época, afirmou que: ‘para o Estado é muito cômodo culpabilizar uma criança ou adolescente  periférico, que se envolve com drogas, sabendo o próprio Estado que é ele, quem fabrica a escassez extrema  da miséria permissiva, com ausência das políticas públicas básicas.’

Importante afirmar que nas periferias, grotas e vielas, crianças, jovens, na sua maioria pretos, quando abduzidas pela  ilicitude perigosa do tráfico são estigmatizados, acossados pela intolerância social, desigualados,  chamados de delinquentes, marginais, ‘menor’, traficantes, ou seja, Ban-di-do.

E tem o ‘dizerzinho’ que é mote da  macharada impoluta, tipo: Ban-di-do bom é Ban-di-do morto.

Sabe como é que é, né? 

Gente preta, pobre do submundo, sem valia, ou  sem ‘amigo do poder na praça’. 

Agora me diz uma coisa : 

Quando  uma Autoridade Policial cria um esquema  para obter vantagem indevida  em prejuízo do alheio,  pode ser chamado de Ban-di-do?

O que dizem seus pares?

Silêncio absoluto..

Ô, Excelência , para evitar o disse-me-disse, por que não realizar  uma transmissão em rede nacional, explicando tim-tim por tim-tim quais foram os critérios utilizados, por Vossa Excelência, para a escolha de alguns  quadros do seu secretariado.

 Ainda está aí, Excelência?

Excelência?????