Alagoas é um estado, um tanto quanto alienígena, acéfalo, de  um conservadorismo latente e um extremismo exacerbado, onde mulheres , em toda sua diversidade, que lutam contra o feminicídio, se submetem, silenciosas, a violência de gênero na política, ou, o consentido e naturalizado  feminicídio político.

O feminicídio político é um aprofundado apagamento histórico, imposto  às conquistas históricas, de ocupação dos espaços decisórios, pelas mulheres.

Esta ativista, Arísia Barros,  fica só observando jornalistas,comentaristas, analistas políticos ( em sua grande maioria homens) apontando nomes de candidaturas para o governo estadual de possíveis adversários (?) políticos, nas eleições de 2026.

Quando o nome não é do prefeito  da capital, surge o do ex-governador que o povo  elegeu senador e decidiu virar ministro, e pronto está encerrada a questão.

Ôxe, e é assim, é?

É uma  verdadeira lavagem cerebral, tendo como pano de fundo a cultura machista, enraizada nas terras dos Marechais, tipo: Homem pode tudo. Homem tudo pode.

A discussão  da cartilha machista é tão invasiva, que  nem ao menos cogita a presença feminina, na equação da disputa de espaços.

A terceira VIA.

Por acaso , em Alagoas, onde o eleitorado é majoritariamente feminino , e  que em 16 de maio de 1899,  viu nascer Almerinda Farias Gama, a jornalista, pianista, poetisa, sindicalista, escritora e a mulher negra, po-de-ro-sís-si-ma,  que revolucionou o espaço da política brasileira e foi preponderante para a Conquista do voto feminino, não há mulheres capazes,audazes, inteligentes, ousadas que entre nessa lista formando uma lista tríplice para escolha popular?

Como opinam as mulheres, nos partidos políticos, sobre a indicação de nomes para o executivo?

Como se posicionam as feministas, sobre o escancarado feminicídio político, na disputa de poder?

Por que, Alagoas não investe na candidatura de  uma mulher para governadora?

Esta ativista, Arísia Barros já propõe  um nome de excelência,  testado e aprovado, como parlamentar na Assembleia Legislativa: Jó Pereira.

Depois de Jó Pereira, a Casa de Tavares Bastos NUNCA mais foi a mesma.

É um bom nome, não é mesmo?

Quando uma mulher ocupa um espaço de decisão, ela abre caminho para muitas outras.-afirma, Raquel Lyra, governadora de Pernambuco

Por que de jeito maneira, o povo das Alagoas,  pensa na candidatura e eleição de mulheres para o governo do estado?

Alagoas é o país da Macholandia.

 É?!