O motorista de aplicativo Rommel Gomes Soares prestou depoimento, na manhã desta quinta-feira (19), durante júri popular que julga um agente da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) acusado de tentativa de homicídio, em Maceió.

Às perguntas feitas no tribunal, a vítima afirmou que não houve discussão antes do disparo. Segundo ele, a confusão começou quando se aproximou de uma equipe que atuava na rua para questionar a saída de técnicos da Equatorial sem a resolução de um problema de energia.

Rommel relatou que o agente estava dentro da viatura e reagiu de forma agressiva. “Ele perguntou o que eu queria e já desferiu um tapa no meu rosto. Como qualquer ser humano, eu revidei. E ele pegou a arma e já atirou em mim”, disse.

Após o disparo, segundo a vítima, o agente fugiu do local junto com outro servidor que estava isolando a via.

O motorista também descreveu aos jurados o trajeto do projétil, que atingiu a região do tórax e saiu pelo braço, próximo à axila. “Na hora, não percebi por onde tinha entrado, porque só estava vendo o sangue no braço”, afirmou, acrescentando que ainda guarda a camisa usada no dia, marcada pelo tiro.

Ele foi socorrido por uma tia e levado para a UPA do Tabuleiro, sendo transferido depois para o Hospital Geral do Estado (HGE).

Rommel contou ainda que ficou cerca de três meses sem trabalhar devido aos ferimentos. Mesmo após tentar retomar a rotina, disse que sentia dores ao usar o cinto de segurança, o que o impedia de dirigir normalmente.

O caso aconteceu em novembro de 2022 e é julgado pelo Tribunal do Júri, que decidirá pela condenação ou absolvição do agente acusado.