O réu Wolkmar dos Santos Júnior, apontado como mandante do assassinato de Rian Venâncio da Silva, de 18 anos, foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão pelo Tribunal do Júri em Maceió. O julgamento ocorreu na última sexta-feira (13), no Fórum da Capital, e a pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

O crime aconteceu em fevereiro de 2022, no município de Viçosa, na Zona da Mata de Alagoas. Segundo a denúncia do Ministério Público, o homicídio foi motivado por ciúmes, já que o acusado não aceitava o relacionamento da ex-companheira com a vítima e teria contratado uma terceira pessoa para executar o jovem.

Durante a sentença, o juiz Geraldo Amorim destacou que os depoimentos colhidos ao longo do processo indicam que o réu já havia ameaçado a vítima antes do crime. “Os depoimentos judiciais são no sentido de que o réu já havia ameaçado a vítima em momentos anteriores ao crime, inclusive já o perseguiu na cidade de Viçosa. Ademais, verificou-se que o acusado teria comprado uma arma dias antes do delito. Esses fatores demonstram que o réu premeditou a ação”, afirmou o magistrado.

O juiz também ressaltou que o envolvimento do condenado foi além de apenas ordenar o assassinato. “Verifica-se dos elementos probatórios que o crime foi cometido com emprego de arma de fogo portada ilegalmente pelo executor, fato que era de conhecimento do réu, até porque este comprou a arma, segundo depoimentos constantes nos autos”, destacou.

Ainda segundo o magistrado, a participação do réu foi determinante na organização do crime. “A conduta do réu não foi a de mera encomenda do crime, mas, sim, de verdadeiro arquiteto do crime, com liderança sobre terceiro, prévio ajuste das condutas e ordenação das tarefas”.

O julgamento ocorreu em Maceió após o processo ser transferido de Viçosa para a capital, por decisão judicial, para garantir maior segurança e imparcialidade durante a sessão. O homem apontado como autor dos disparos já havia sido absolvido em julgamento anterior.