Acinzentados são os meninos e adolescentes do Abrigo.

Meninos e adolescentes  negros carregando emoções cinzentas.

Complexas e multifacetadas.

- Você não vai me esquecer. Você vai voltar, né, tia? - fala o menino  a lágrima saltando do olho.

Os meninos adolescentes  negros do Abrigo, riem da  boca pra fora, porque , as almas  carregam memórias antigas, envoltas em estereotipias do medo e abandono.

-Tia, quando a senhora voltar,  pode me trazer um caderno e uma roupa de super homem?

É preciso garantir  o acesso a  todas as TERAPIAS que  coloquem os meninos, em pé, para não se perderem na dor, que provoca euforias e agitações  ecoantes.

Os meninos cinzas do Abrigo tem a saúde mental abalada.

- Não quero ter família. Não quero nem pai, nem mãe, eles me maltrataram muito. Quero ser só.

Os meninos adolescentes  negros de Abrigo SÃO, constitucionalmente,   prioridade número I do estado.

A grande maioria dos  meninos  adolescentes  negros do Abrigo  é desalfabetizada, não socializa nem letras, nem números. 

Poucos escrevem, muitos não leem.

As escolas retroalimentam os preconceitos sociais e têm portas lacradas para os meninos cinzas dos Abrigos.

Educação é um direito universal.

‘Se fosse um animal, eu seria um tigre.

-Por que?

-O tigre MATA pessoas.’

Os meninos e adolescentes  negros do Abrigo estão emparedadas pela indiferença social e os ocasos do tempo que esgota, portanto, URGEM ter seus direitos assegurados (todos) para que possam ter uma chance  mínima de serem adotadas.

-Eu quero uma família para cuidar de mim e de meus irmãos. Somos três. Três irmãos em busca de uma só família.

Os meninos e adolescentes  negros do Abrigo merecem viver Carnavais de Afetos, alimentado pela fantasia do Pinto da Madrugada.

-Não quero que o Pinto da Madrugada ,( do bloco), vá embora. Choraminga o menino com a cabeça escorada entre os braços.

-Vai não, Pintinho, senão a alegria vai simbora com você.- pede em um abraço de afetos.

Precisamos falar mais sobre ADOÇÃO de  meninos e adolescentes negros do Abrigo.

O Instituto Raízes de Áfricas chama para uma Conversa de Rede.

Vamos conversar?