Mário Lisboa Theodoro, pesquisador, economista, professor da Universidade de Brasília  foi um bom parceiro desta ativista, Arísia Barros.

Intelectual brilhante e professor de mão cheia e com uma pedagogia única de agregar pessoas.

 Foi um dos primeiros a defender políticas sociais antirracistas.

Um gentleman da palavra, na vida. 

Cabra bom que produzia  conhecimentos e partilhava-os apontando caminhos.

Quantas e mais vezes, esta ativista mandou-lhe o convite:- Menino tu podes vir a Alagoas para promover uma discussão?

E ele:- Claro, querida.

Mário  Theodoro é grande. São robustas memórias que ficam.

Traçamos boas conversas. Discutimos mundos e universos. Alinharmos costuras de ações que ficarão em nossas histórias.

E nós temos muitas histórias para contar, desde a subida ao Quilombo dos Palmares na Serra da Barriga até as gargalhadas divididas, em descontraídos momentos entre Alagoas e Brasília.

Contaremos.

Nos falamos a poucos meses  e a fé na cura  do corpo fisico norteava sua caminhada.

Na tarde desta  quinta-feira, 26, na capital federal. Mário Theodoro se foi, aos 69 anos.

Tchau, querido!

Siga em paz.

Obrigada, por tudo.