O Instagram virou um grande teatro. Todo mundo sorrindo demais, viajando demais, amando demais, prosperando demais. Parece que ninguém briga, ninguém fracassa, ninguém tem segunda-feira ruim.
E, em alguns casos, acontece o contrário: há quem exponha crise, choro, boleto atrasado e discussão. Mas não se engane, até o sofrimento pode virar performance.
A verdade é simples: muita gente não vive para ser feliz, vive para parecer feliz. O restaurante não é escolhido pelo sabor, mas pelo cenário. A academia não é pela saúde, é pelo espelho. O relacionamento não é pelo companheirismo, é pela foto do casal que rende comentário com coração.
Não se trata apenas de mostrar o lado bonito. Trata-se de transformar tudo em conteúdo. Alegria, dor, fracasso, superação. Tudo precisa performar. Tudo precisa gerar reação.
E é aí que mora o ponto central: quando tudo vira postagem, o que ainda é espontâneo?





