O vídeo viralizou. Os números explodiram. Curtidas, comentários, compartilhamentos. A sensação momentânea de sucesso tomou conta da equipe. Mas, passada a euforia, veio o choque de realidade: nada mudou nas intenções de voto. Zero conversão. Nenhum avanço concreto. Só barulho.
Esse é o grande equívoco da política contemporânea: confundir viralização com convencimento.
A lógica das redes sociais sequestrou o debate público. Tudo virou fórmula. “Faz assim que vai viralizar.” “Apela um pouco mais.” “Provoca.”. Funciona para o algoritmo. Fracassa com o eleitor.
Viralizar não é sinônimo de persuadir. Muito menos de ganhar eleição.
A eleição não é uma disputa de engajamento. É uma disputa de convencimento.
Há campanhas com milhões de visualizações e derrotas retumbantes. E há campanhas discretas, firmes e bem construídas, que crescem silenciosamente e vencem. Porque falar com todo mundo não é o mesmo que falar com quem decide.
Quem troca estratégia por vaidade digital corre o risco de vencer o algoritmo e perder o eleitor. E isso, em uma eleição, custa caro. Muito caro.





