Trato do tema, mais uma vez, porque fui indagado sobre ele por onde andei, no final de semana.
A questão central, por óbvio, é a presença do secretário estadual de Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, afastado pela Justiça Federal em dezembro, na foto oficial – distribuída pela própria Assembleia.
Não há muito mistério, imagino, a desvendar.
O próprio secretário – ele ainda é secretário e também não foi condenado a nada até agora – não sentiu qualquer constrangimento em lá estar e se deixar fotografar.
Pelo contrário, a imagem exposta ali sinaliza a solidariedade da Casa de Tavares Bastos para com ele.
Por lá, ressalte-se, quem poderia se manifestar pedindo, no mínimo, cautela, era o médico José Wanderley - que nunca justiçou a presença dele na Assembleia -, ou Ronaldo Medeiros, até um bom deputado nas questões nacionais, mas que aqui está de mãos amarradas, sem poder ter qualquer posição pública crítica em relação ao governo.
Ainda: a expectativa, fica evidente, é de que os tribunais em Brasília haverão de resolver o “probleminha" - de R$ 100 milhões - no modo já tradicional: isso não era assunto para a PF.
Gustavo Pontes de Miranda, a quem não conheço pessoalmente, pode até não retornar ao cargo ao fim dos seis meses determinados pela Justiça Federal, mas já pode contabilizar forte apoio político a sua atuação na Sesau.










