A Justiça Federal em Alagoas (JFAL) tem registrado, nas últimas semanas, um crescimento no número de tentativas do chamado “golpe do falso advogado”, especialmente em processos que tramitam nos Juizados Especiais Federais (JEFs). A prática envolve criminosos que se passam por representantes legais das partes e tentam obter transferências via Pix, alegando falsamente que há valores liberados para saque.
O esquema geralmente começa com contato via WhatsApp, em que o golpista informa a existência de valores a serem recebidos, como requisições de pequeno valor (RPV), alvarás ou créditos liberados. Em seguida, ele solicita que a vítima faça uma transferência antecipada ou forneça dados bancários para viabilizar o saque.
O alerta ganhou força após um magistrado relatar o recebimento de um exemplo do golpe, com um documento falsificado contendo brasão, código de barras e identificação de “alvará” com valor a receber. Apesar de apresentar erros, como referências a órgãos e varas que não existem na Justiça Federal de Alagoas, o material tinha aparência convincente o suficiente para enganar pessoas com menos familiaridade com procedimentos judiciais.
Segundo a Justiça Federal, os alvos preferenciais são partes em situação de vulnerabilidade, que tendem a acreditar com mais facilidade na promessa de recebimento de valores. Para dar maior veracidade ao golpe, os criminosos utilizam linguagem formal e documentos elaborados com aparência profissional.
Diante do cenário, a orientação é que servidores, advogados e partes envolvidas em processos sejam informados sobre o golpe e redobrem os cuidados. A recomendação é sempre verificar a autenticidade de qualquer comunicação ou documento por meio dos canais oficiais do tribunal e desconfiar de pedidos de transferência antecipada.
Em caso de suspeita ou tentativa de fraude, a Justiça Federal orienta que a ocorrência seja comunicada às autoridades policiais, com registro de boletim de ocorrência, para que a investigação seja encaminhada às esferas competentes.









