A Justiça determinou o retorno do inquérito que apura a morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna, de 41 anos, à Polícia Civil (PC). A decisão foi tomada após o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) apontar que o caso carece de elementos essenciais e de laudos técnicos para que a ação penal possa avançar.
Cláudia Pollyanne morreu no dia 9 de agosto do ano passado, em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos em Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió. O caso ganhou repercussão após familiares e amigos serem informados, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, que o corpo apresentava hematomas e sinais de violência.
Em decorrência das denúncias, a clínica foi interditada e o proprietário do estabelecimento, Maurício Anchieta de Souza, foi indiciado por homicídio doloso.
O MPAL afirmou que o inquérito concluído pela PC em dezembro de 2025 apresenta lacunas que impedem o oferecimento de uma denúncia consistente. Entre as falhas apontadas estão a ausência de laudos periciais e a falta de uma conclusão clara sobre a dinâmica dos fatos, o que dificultaria a definição das possíveis penas e a sustentação jurídica da acusação.
Com a determinação judicial, a Polícia Civil terá 15 dias para complementar a investigação, anexando os laudos requisitados e suprindo as omissões indicadas pelo MPAL. Após esse prazo, o Ministério Público analisará o material e decidirá se mantém o indiciamento por homicídio doloso ou se requisita novas diligências.
No despacho, a juíza Fabíola Melo Feijão ordena que a autoridade policial realize as diligências no prazo estipulado e, caso não haja resposta, reitere a solicitação. Com as informações encaminhadas, o processo será novamente submetido ao MPAL para avaliação. Confira:


*Estagiário sob supervisão da editoria










