O clima na Câmara Municipal de Maceió (CMM) nunca esteve tão tenso, depois que a briga entre o vereador Rui Palmeira deixou de ser exclusivamente com o Executivo, para se estender ao próprio Legislativo. De zero a 10 na Escala Richter, a magnitude que o terremoto pode atingir ainda é uma incógnita, inclusive para os próprios vereadores.
Nesse meio, acusações graves envolvendo a existência de funcionários fantasmas - com altos salários - na Casa, inclusive no gabinete do próprio Rui e na presidência, vêm sendo feitas tanto publicamente quanto em postagens apócrifas em grupos de WhatsApp e nas redes sociais.
Em uma das mais recentes dessas postagens, dois servidores do gabinete de Rui são, ironicamente, chamados de "funcionários do mês". Segundo a divulgação, os funcionários que recebem entre R$ 6.500 e R$ 10 mil não trabalham efetivamente.
Na outra, um vídeo estrelado por um "fantasminha" diz que os ataques de Rui ao presidente da Câmara, Chico Filho, se devem ao fato de o ex-prefeito ter tido as contas rejeitadas na Casa.
O vídeo relembra também que Rui recebeu alguns salários, sem trabalhar, quando era comissionado no gabinete do senador Renan Calheiros. O valor, R$ 53 mil, referente aos meses que o ex-prefeito passou na Austrália, foi devolvido aos cofres públicos.
Nos bastidores, a preocupação com o desenrolar do enredo atinge a Casa – inclusive os opositores - como um todo.
A unanimidade, de uma forma ou de outra, é que a coisa toda foi longe demais.










