Em depoimento à Polícia Civil, Symeone Batista dos Santos detalhou como teria sido articulado o assassinato de Johanisson Lima, o “Joba”. Único preso até o momento, ele afirmou que o crime foi encomendado por um homem identificado como Juan, com quem trabalhou anteriormente.
Segundo Symeone, o suposto mandante fez o primeiro contato no fim do ano passado, perguntando se ele teria coragem de matar alguém por vingança. Ele disse que recusou a proposta, mas indicou um terceiro homem, conhecido como “Gordinho”, para executar o homicídio.
No relato, o suspeito afirmou que o pagamento combinado foi de R$ 10 mil, dividido igualmente entre ele e o executor. Sua função seria conduzir a motocicleta utilizada no transporte até o local do crime e na fuga após os disparos.
Symeone contou que a vítima foi identificada por meio de uma fotografia enviada pelo mandante em modo de visualização única. Para guardar a imagem, o atirador teria fotografado a tela com outro aparelho celular.
Ainda de acordo com o depoimento, Juan definiu data, horário e local do crime, repassando as instruções principalmente por ligações via WhatsApp. Os envolvidos evitavam o envio de mensagens de áudio para não deixar registros.
O suspeito afirmou que recebeu R$ 4 mil como adiantamento na terça-feira anterior ao crime, ocorrido na sexta-feira (23), com entrega feita nas proximidades de uma farmácia no bairro Santa Lúcia. O restante seria pago após a execução.
Symeone ainda relatou que decidiu colaborar com a polícia porque a “consciência pesou”. O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que busca identificar e prender os demais envolvidos.
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