Segundo reportagem publicada pelo UOL, na coluna da jornalista Mariana Barbosa, a associação entre o empresário Roberto Luiz Justus e Daniel Vorcaro esteve presente nos primeiros movimentos que deram origem às estruturas financeiras posteriormente ligadas ao Banco Master.

 

De acordo com o UOL, o vínculo ocorreu no contexto de um projeto imobiliário iniciado em 2011, que previa a transformação de um prédio abandonado no centro de Belo Horizonte em um hotel de alto padrão, sob a bandeira internacional Golden Tulip. A iniciativa foi estruturada por meio de um fundo de aproximadamente R$ 200 milhões, que reuniu recursos de institutos de previdência municipais, da prefeitura de Belo Horizonte, de investidores privados e contou com o envolvimento de nomes conhecidos do mercado.

 

Conforme relatado pelo UOL, Roberto Luiz  Justus participou do projeto ao emprestar seu nome à iniciativa, o que, segundo fontes ouvidas pela colunista, contribuiu para ampliar a credibilidade do empreendimento junto a investidores institucionais. O projeto, no entanto, não foi concluído, e o hotel jamais saiu do papel.

 

Ainda segundo a reportagem, esse episódio é apontado como o primeiro grande empreendimento em escala nacional associado ao grupo de Daniel Vorcaro e já apresentava características que mais tarde seriam investigadas pelas autoridades, como o uso de fundos de previdência e a intermediação por meio de estruturas financeiras complexas.

 

O UOL relata que o projeto do hotel acabou se tornando objeto de apurações posteriores, inclusive no âmbito da Operação Fundo Perdido, deflagrada em 2014, que investigou o pagamento de comissões a gestores de institutos de previdência para direcionamento de recursos a determinados fundos.

 

De acordo com a coluna, a relação entre Roberto Luiz Justus e Daniel Vorcaro não se estendeu por muitos anos e foi encerrada sem manifestações públicas detalhadas. O empresário não figura como investigado nas operações que atingiram o grupo Master, mas seu nome aparece na reconstrução histórica dos fatos como parte do arranjo inicial que viabilizou a captação de recursos.

 

A reportagem do UOL destaca que, à época, a associação com empresários conhecidos do mercado paulista foi relevante para inserir Daniel Vorcaro no circuito financeiro da Faria Lima, ampliando seu acesso a investidores e estruturas que permitiram a expansão posterior do grupo.

 

Segundo Mariana Barbosa, os desdobramentos do Caso Master reacenderam o interesse sobre os episódios iniciais da trajetória do banco, levando analistas a revisitar projetos anteriores para compreender como se formou o ecossistema financeiro que hoje é alvo de investigações.

 

O UOL afirma que o caso ilustra como parcerias empresariais e o uso de capital reputacional podem desempenhar papel decisivo na viabilização de projetos financeiros, especialmente quando envolvem recursos públicos ou de previdência, e como esses vínculos passam a ser analisados com mais atenção à luz de investigações posteriores.

 

Todas as informações desta matéria têm como base reportagem publicada pelo UOL, na coluna da jornalista Mariana Barbosa.