Domingo, o  casal, de mãos dadas,  entrou no restaurante da orla de Maceió, escolheu uma mesa e sentou..

Com um gesto, o homem chamou o  garçom, que demorou  a chegar.

Esta ativista, Arísia Barros,  estava em uma mesa próxima, da qual dava para acompanhar o movimento da mesa do casal. 

Com a chegada do garçom iniciou um monólogo lacônico, feito como tentativa de comunicação.

Os miúdos da conversa que voavam pelos ares  deram a entender que o casal era surdo, falante da língua de sinais e estrangeiro, sem compreensão da língua portuguesa.

E durante um tempo fiapos e fagulhas de palavras e a intervenção de sons que vazavam diziam que apesar da improvisação do pessoal do restaurante, a comunicação  ficou partida e incomodado pelo desga ste, o casal de turista , demonstrando impaciência, decidiu deixar o estabelecimento

Os garçons ficaram um tanto  aparvalhados.

E foi assim, que um restaurante da orla da capital de Maceió, propagada como cidade inclusiva, deixou um casal de surdos com fome, simplesmente porque não tinha um profissional, ou intérprete  habilitado na  língua de sinais.

Por que os restaurantes e pontos turísticos de Maceió não possuem intérpretes da Língua de Sinais.

Em Maceió, ou mesmo, em Alagoas existem leis, normas ou obrigações legais?  

Associação Brasileira de Bares e Restaurantes- ABRASEL?

Prefeitura de Maceió?

Governo do Estado de Alagoas?

O casal de surdos enstrangeiro saiu com fome, do restaurante da orla de Maceió.